PARA QUEM QUER FAZER DE SUA IGREJA UM GRANDE NEGÓCIO



Mateus 7: 15-23


A seguir ensinarei uma formula mágica.

Veja, é simples “criá-la”.

Você pode chamá-la como bem desejar.

Mas saiba: ela é um "programa" de Religião. E não tem nada a ver com Jesus, embora use o tempo todo o nome Dele como "senha de acesso" à confiabilidade no coração dos “clientes”.

A maior vantagem é que o progrma "roda sozinho", não precisa nem da ajuda de Deus, embora o nome "Dele" seja muito usado. Veja como ela (a máquina) e ele (o programa) funcionam. É simples. Qualquer pode aprender e ensinar. Foi "contruído" para facilitar o uso, tanto do "profissionais", quanto dos "clientes".

1. Usa o Nome de Jesus.

2. Usa todos os símbolos e linguagens religiosas de todas as religiões.

3. Estimula o ajuntamento de riquezas na Terra.

4. Reduz toda calamidade a uma Personificação do mal e de seus agentes.

5. Fala em Deus como quem fala de um Banco de Investimentos.

6. Ensina que Deus faz "novos negócios" com o dinheiro e com a fé quando alguém investe "Nele".

7. Se põe como o Banco Recebedor e o Garantidor das negociações.

8. Denuncia o mal das demais religiões enquanto sutilmente as valida como “realidade” e “verdade”.

9. Cria uma pirâmide de poder onde ascendem somente os que arrecadam mais.

10. Estabelece que nada funciona sem barganha com Deus.

11. Usa os testemunhais como demonstração de sua validade como máquina.

12. Elabora e uniformiza todas as suas ações e padroniza as suas linguagens.

13. Se oferece como Lugar do Poder.

14. Alimenta o povo com as simplificações mágicas como soluções.

15. Não ensina nada além de uma mecânica espiritual.

16. Não permite a criação de vínculos humanos em seu meio.

17. Ensina que a fé não é um dom, é um poder pessoal do homem.

18. Omite que a Graça de Deus exista, existindo apenas o sacrifício que cada um oferece a divindade.

19. Faz a Cruz de Cristo ter apenas valor de Presépio, como um cenário, não como poder libertador.

20. Faz a Ressurreição de Jesus ser apenas uma demonstração de Poder, não o fator garantidor da Graça da salvação.

21. Faz crer que a eternidade não interessa, mas tão somente as coisas do tempo.

22. Faz de conta que Cristo não precisa voltar. Como está, está bom.

23. Dá a impressão que o mundo pode continuar horrível, pois a única coisa que interessa é a “prosperidade” de alguns.

24. Não perde tempo com o papo de "boas obras", mas tão somente grandes contribuições financeiras.

25. O Dinheiro, a Máquina Marketeira e a Política são a sua “unção-upgrade” desse softwear de Religião.

26. Não há soluções fora do Endereço Físico de Deus na Terra: o Templo Maior e suas franquias não virtuais.

27. O "password" é usar o Nome Jesus como "senha" diferencial, mas manter todas as barganhas do medo funcionando.

28. O manual é a Bíblia, embora ela tenha apenas que ser "comprada" como um amuleto, mas não pode ser lida.

29. A oração não é parte da Devoção, mas do poder prático para se executar os desejos conforme o "programa".

30. Não existe devoção pessoal, mas apenas aquela que acontece dentro de uma “corrente” ou uma “campanha”.

E muito mais... Entrevistas com os demônios, intervalos comerciais para os possessos se recomporem, etc...

Quem quiser levantar muito dinheiro e fundar uma Religião “bem-sucedida”, aplique essas técnicas, e certamente “prosperará”.

Caso você não tenha o escrachamento necessário para ir tão longe — questões bobas de pudor que alguns ainda têm —, pode aplicar a mesma “formula” em partes, e de modo mais discreto, mais light, mais ameno. Também funciona. Mas não esqueça: a alma do negócio é a “dependência”, o “poder do medo”, e a “força do dinheiro”; e não esqueça: você precisa dizer que Deus é assim, e que até “Ele” só funciona à base de dinheiro. Sim! você tem que lembrar de dizer que é possível “comprar Deus”.

Esta formula funciona muito bem. Já foi testada inúmeras vezes na História. E no Brasil já demonstrou ser altamente eficaz.

Ah! Ia esquecendo: ela também é muito adequável ao sistema de Pirâmide.

Quem estiver frustrado e desejar acabar com a frustração, use a formula. Ela não decepcionará você.

Se está certo? Pra quem interessa? O certo é o que dá certo! Certo?

Só vejo um pequeno problema: os "donos de franquias" correm o sério risco de num Certo Dia Encontrar o Dono do Nome, e ocorrer o seguinte diálogo: --Franquiados: Em teu Nome realizamos milagres incríveis e muita gente acreditou; exercemos poder profético-autoritativo, e fizemos muitos decretos em Teu Nome; e com os demônios e com as forças das trevas, nós até brincamos, de tão bem que aprendemos a manipulá-las. Nos tornamos o maior “caso de sucesso” na Terra. Tudo em Teu Nome. --Senhor: Eu não sei quem são vocês. O lugar de vocês não é Comigo. Saiam daqui. O Diabo está aguardando. O endereço não é Aqui.

Bem, a escolha é sua!

O sucesso da Terra pode ser a desgraça da eternidade!

Mas lembre-se: a escolha é sua. Você tem o poder!

Reflexão

Hoje vou ceder esse espaço aqui no blog para Transcrever o poema de Rui Barbosa, de impressionante atualidade, sem a necessidade de se mudar uma palavra:
Sinto vergonha de mim… por ter sido educador de parte desse povo, por ter batalhado sempre pela justiça, por compactuar com a honestidade, por primar pela verdade e por ver este povo já chamado varonil enveredar pelo caminho da desonra. Sinto vergonha de mim... Por ter sido feito parte de uma era que lutou pela democracia, pela liberdade de ser e ter que entregar aos meus filhos, simples e abominavelmente, a derrota das virtudes pelos vícios, a ausência da sensatez no julgamento da verdade, a negligência com a família, célula-mater da sociedade, a demasiada preocupação com o “eu” feliz a qualquer custo, buscando a tal “felicidade” em caminhos eivados de desrespeito para com o seu próximo. Tenho vergonha de mim... Pela passividade em ouvir, sem despejar meu verbo, a tantas desculpas ditadas pelo orgulho e vaidade, a tanta falta de humildade para reconhecer um erro cometido, a tantos “floreios” para justificar atos criminosos, a tanta relutância em esquecer a antiga posição de sempre “contestar”, voltar atrás e mudar o futuro. Tenho vergonha de mim... Pois faço parte de um povo que não reconheço, enveredando por caminhos que não quero percorrer... Tenho vergonha de minha impotência, da minha falta de garra, das minhas desilusões e do meu cansaço. Não tenho para onde ir, pois amo este meu chão, vibro ao ouvir meu Hino e jamais usei a minha Bandeira para enxergar o meu suor ou enrolar meu corpo na pecaminosa manifestação de nacionalidade. Ao lado da vergonha de mim, tenho tanta pena de ti, povo brasileiro! De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto. ”Vale a pena ler e refletir, porque o senso moral e a dignidade pessoal nascem com cada ser humano, eis que a vida não confere essas qualidades a quem quer que seja, sobretudo ao hipócrita a quem LINCOLN definia como o “homem que assassinou o pai e pede clemência alegando ser órfão”.

What is This





What Is This
[verse 1]
What is this that took my life and made it beautiful?
What is this that holds me close and never lets me go?
What is this that tells me better days are yet to come?
It's your love that gives new mercy every morning
Wht is that that gives me peace in every circumstance?
What is this that broke the chains that made me free at last?
All this joy i have there's nowhere i can hide it
It's your loving, i must tell the world about it

[b-section]
Your love has captured me
In ways i can't describe/with mere words
I need so desperately
To be closed to you every minute of my life

[verse 2]
What is this that wipes my tears when life is hard to bear?
What is this that takes my hands and leads me everywhere?
Never leaves me nor forsakes me that's your promise
It's your love and there is nothing else just like it
What is that makes me want to live each day for you?
Even though i can't repay the way you brought me through
What is this that makes me want to keep you smiling?
It's your love, your sweet love that changed my life - yeah


O que é isso
[verso 1]
O que é isso que tomou a minha vida e a tornou bela
O que é isso que me envolve e nunca me deixa?
O que é isso que me diz que dias melhores virão?
É o seu amor que me dá misericordia a cada manhã
Que é isso que me dá paz em todas as circunstancias?
Que é isso que quebrou as correntes e fez-me finalmente livre?
Toda essa alegria, não há lugar para esconde-la
É o seu amor, eu devo dizer ao mundo sobre ele

[coro]
Seu amor me conquistou
De um jeito que não posso descrever com palavras
Eu preciso desesperadamente
Estar proximo de você a cada minuto da minha vida


[verso 2]
O que é isso que que limpa as lágrimas quando a vida é difícil de suportar?
O que é isso que leva as minhas mãos e me leva em todos os lugares?
Sua promessa nunca me deixa nem me abandona
É o seu amor e não existe nada igual a ele
O que me faz querer viver cada dia para você?
Mesmo que eu não possa retribuir da maneira que você me fez passar
Que é isso que me faz quer continuar sorrindo?

É o seu amor, seu doce amor que mudou a minha vida, sim

Jovem é espancado por fiéis de igreja





Um adolescente de 17 anos denunciou à policia, ontem, o presidente da Igreja Apostólica de Jesus Cristo, pastor Jorge Bezerra, por ter mandado um grupo de fiéis espancá-lo depois de uma briga que ele teve com o padrasto, Valdinei Nogueira, 34, que é pastor daquela igreja evangelica.
O crime foi registrado no (15 DIP) e levado para Delegacia Especializada em Apoio e Proteção à Criança e ao Adolecente (Deapca).
O adolescente disse à policia que foi espancado por cerca de 15 homens, no bairro Jesus Me Deu, zona norte de Manaus.Ele contou que o padrasto(pastor)separou-se da mãe dele e quando foi à casa dele para buscar as roupas dele e dos irmaos pequenos, entrou em confronto com Valdinei. O rapaz contou ainda que, após a briga, foi supreendido pelo grupo, segundo ele, ordenado pelo pastor jorge a agredi-lo"Ele saiu do carro e mandou os fiéis me baterem, Fui salvo pelos vizinhos",disse.


e irmaos como está escrito

"Convém, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma mulher, vigilante, sóbrio, honesto, hospitaleiro, apto para ensinar;" (I Timóteo 3 : 2)


Fonte Jornal Dez Minutos

SALVOS DA FALSA ESPERANÇA





A situação já não é nada. É pura perda de tempo. Não há por que lutar. Não há por que aguardar o melhor de onde só procede o que é pior.

O bom combate já não há para quem luta as causas dos homens que só pensam em si e no poder que possam guardar em suas próprias mãos. Quem os seguir seguirá o nada, e quem lhes der ouvidos sentirá saudades da sabedoria até de um macaco.

Acabou!

O que dizer se a Boa Nova se tornou em ameaça? Que fazer se o amor virou apenas um leviano “eu te amo em nome de Jesus”? Que fazer se a libertação foi mudada em escravidão? Que fazer se o Espírito da Unidade e da Diversidade é agora invocado como espírito de Babel e de confusão?

Que fazer se até uma Arca da Aliança Artificial hoje passeia em corredores de gente aflita, conduzida por 318 homens que não cuidam de mais nada do que no fabrico de novos ídolos?

Que fazer se o Bom Nome que sobre nós foi invocado é o “nome” que hoje é apenas usado para autenticar feitiçarias e bruxarias?

Que fazer se o Evangelho da Vida virou apenas uma narrativa de doces e sedutoras historinhas de amor, enquanto o que prevaleceu foi a Lei das Tábuas de Pedra?

Que fazer quando “os do evangelho” são apenas uns fariseus sem sensibilidade? Sim, que fazer quando o Evangelho já não é o modo de ser no Caminho, posto que o Evangelho foi preso dentro de quatro livros mágicos?

Que fazer quando o nome Jesus se tornou algo como o nome de qualquer outro fundador de religião?

Que fazer quando a “serpente erguida no deserto” para a salvação de todo aquele que cresse se tornou em ídolo e superstição?

Que fazer quando o sal virou monturo, e a luz de dentro foi trocada por refletores que só iluminam palcos?

Que fazer quando o amor solidário deu lugar aos programas sociais que disfarçam apenas programas de poder político?

Sim, que fazer quando o que seria e é vida para o mundo se torna apenas em doença e arrogância?

“Que pensais? Que foi a mim que me ofereceste culto no deserto durante quarenta anos? Não! Não foi a mim, mas sim aos demônios” — diz o Senhor.

Se alguém tiver dúvidas, então, fique e veja. Quem já creu, então, ache seu lugar de refúgio.

Ai daqueles que dizem ao mundo que Jesus se parece com o diabo!

Ai daqueles que chamam de “Deus” o demônio da prosperidade e dizem “Jesus” enquanto descrevem o diabo!

Os tronos erguidos pelos impostores de “Deus” será destruído, e grande será a ruína; pois o Senhor Deus é fogo e espada, e Seu zelo é pelo Seu nome; e Ele próprio cuidará de Sua Palavra, para que não seja frustrada pela ganância dos homens.

Há um dilúvio de Deus a ser derramado. Ele mesmo chama os seus para a Arca de Sua Graça. Sim, Ele está falando, e se revela em sonho, em visão e em fortes dores no peito de milhões; e felizes serão os que lhe ouvirem a Voz.

Todos os que são de Jesus ficarão profundamente perturbados, e, assim, ninguém haverá que lhes controle o zelo da Graça que os salvou e salva todas as manhãs.

Levantem-se todos os nauseados e digam: “Fomos salvos no Rio da Vida; afastem de nós as torrentes do vômito!”

Há quem diga: “Estamos morrendo neste deserto!” A esses Deus diz: “Não é neste deserto que morrereis de sede, pois, eu mesmo, com meu braço, abrirei fontes de vida, as quais começarão a rebentar em todos os lugares áridos. Nesse dia sabereis distinguir as fontes da vida dos poços das águas artificiais”.


Quem crer verá! Mas até aquele que não crê já começa a tremer!





Caio

O Evangelho do Anonimato






"Então Jesus disse aos seus discípulos: "Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me." - Mt 16.24

"Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus; não por obras, para que ninguém se glorie." - Ef 2.8,9

Graça e Paz!


Vivemos um tempo onde ministério bem sucedido significa igreja cheia, agenda lotada, correria.
Os grandes ajuntamentos em torno de nomes famosos no meio evangélico virou uma constante.
Muitos estão "aderindo" ao evangelho para ganhar projeção social.
Mas, será que esta é realmente a proposta do Evangelho de Cristo?

No verso 24 de Mateus 16, vemos uma declaração clara de Jesus: "Negue-se a si mesmo".
Creio que nesta afirmação Jesus nos diz: Esqueça-se de você mesmo. Deixe de lado seus interesses próprios. Largue seu ego e me siga.

Vemos em toda a história da Igreja, grandes nomes que marcaram sua geração e a história do mundo, como Paulo, John Huss, Martinho Lutero, João Calvino, John Wesley, Moody, etc.
Todavia, é fato que a grande maioria de nós, jamais será conhecido, famoso.
E o objetivo do Evangelho não é nos tornar figuras notóreas e assediadas.

Como diria Leonard Ravenhill, é melhor "ser temido no inferno e conhecido no céu".
Quantos cristãos, na Roma imperial, foram assassinados brutalmente para a diversão de um público sedento? Quantas histórias foram brutalmente terminadas durante a revolução dos boxers na China?

Pessoas das quais nunca ouvimos falar nasceram, viveram e morreram neste mundo, sem que tivessem se destacado. No entanto, o Senhor jamais os esqueceu. Seus testemunhos estão eternamente gravados no coração de Deus.

Em Isaías 49.15 Deus diz "Haverá mãe que possa esquecer seu bebê que ainda mama e não ter compaixão do filho que gerou? Embora ela possa esquecê-lo, eu não me esquecerei de você!"
Que grande promessa! Não importa se multidões não nos seguem. Não importa se nosso ministério não pareça bem sucedio aos olhos humanos. O que realmente importa é que somos conhecidos e amados de Deus, em Cristo Jesus.

O objetivo verdadeiro do evangelho é restaurar nossa humanidade, fazendo com que nossas relações com Deus, com o próximo e com o mundo seja pautada por um caráter limpo, digno. O que importa para Deus não é se você pregou em um evento para milhares de pessoas, mas como você têm tratado sua mulher.
Para Deus, não importa se o seu blog é o mais votado no prêmio de popularidade do ano, mas a maneira como você dirige sua empresa.

O cristianismo é feito de anônimos que, um dia, ousaram entregar o controle de suas vidas nas mãos de Deus.

Deus está interessado em homens e mulheres que negam a si mesmos, dispostos a viverem os valores do Reino em suas vidas cotidianas, influenciando pessoas e sinalizando o Senhorio de Jesus sobre toda a criação.

Um ministério bem sucedido para Deus não está nos números, mas na verdadeira intenção do coração. Apenas siga ao Senhor com sinceridade e desprendimento, e este será um grande ministério!

Vinicios Morais

Deus lhe abençoe!

O Deus dos Subversivos


Jesus é a materialização subversiva do caráter de Deus. Ele esteve entre nós para mudar pra sempre a dinâmica da vida humana. É lógico afirmar que ainda hoje não entendemos essa postura divina. Criamos pontos de vista a respeito de Cristo que nos distancia ainda mais da centralidade de sua mensagem. Jesus foi subversivo do inicio ao fim, e assim foi porque amou até a morte. E a forma como Jesus amou rompeu com a lógica utilitarista dos judeus, porque Ele amou sem se importar com o tempo, lugar, ou muito menos com o tipo de gente para quem dispensava o seu amor. Enquanto os judeus se moviam mediante dádivas e direitos, Jesus era movido pela força inerente a si mesmo: a força subversiva do amor.

Não seria subversivo o fato de curar um doente no sábado, sabendo que o sábado era o dia mais sagrado para os judeus e por isso nada, nem mesmo uma cura poderia ser realizada? Existe algo mais subversivo para um judeu do que aproximar-se de uma mulher para lhe pedir um favor com o agravante maior dela ser samaritana? Jesus causou polêmica porque ninguém entendia como um homem poderia agir de maneira tão irreverente. Além disso, não existia a idéia de culpa no discurso do Mestre, mesmo diante do pecador Jesus não condenava e nem julgava. A possibilidade contínua da existência sempre foi a sua escolha.

Sobre isso, David Bosch ressalta que “somos desafiados a deixar que Jesus nos inspire para prolongar a lógica de seu próprio ministério de uma maneira imaginosa e criativa em meio a condições históricas mudadas”. Estamos em outro retrato da história humana, todavia a necessidade de se importar com o outro ainda é primordial. A questão é que não cuidamos devidamente e muito menos somos criativos nesse cuidado. Não adianta dizer que nos importamos com pessoas se a nossa atitude no cotidiano não demonstra nosso afeto por elas. Nossa preocupação por quem sofre nas enchentes, nos tsunamis, quase sempre não retrata nossa preocupação por quem está sofrendo bem perto de nós.

Ademais, com nosso descaso habitual corremos o risco de, consciente ou inconscientemente, sermos aliados aos sistemas e classes que oprimem e exploram as pessoas, porque quem não ama, explora. Por isso, é tempo de materializarmos a expressão subversiva do caráter de Deus. É tempo de retomarmos nossa dimensão revolucionária. Tempo de voltarmos a amar sem condicionamentos, sem dádivas e direitos.

A Graça é um escândalo



Todos nós ficamos maravilhados com o retorno do filho pródigo e a maneira absurdamente graciosa que o Pai o recebeu de volta ao lar. É uma parábola que toca nosso ser, uma vez que este filho impenitente representa todos nós: pecadores aceitos incondicionalmente pelo amor do Abba. No entanto, não prestamos atenção, que o filho mais velho também representa um outro aspecto do nosso relacionamento com Deus. É um filho igualmente perdido, todavia perdido dentro do lar, separado não pela distância geográfica, mas existencial-relacional.

Podemos ver o distanciamento do filho mais velho em relação ao pai, no momento em que o filho pródigo retorna (a festa começa), e ele abre a boca em resposta ao Pai: "Ele, porém, respondeu ao pai: Eis que há tantos anos te sirvo, e nunca transgredi um mandamento teu; contudo nunca me deste um cabrito para eu me regozijar com meus amigos".


Quais são as características do filho mais velho, que demonstram seus distanciamento em relação ao Pai?

1. Há tantos anos te sirvo... Está claro que, para o filho mais velho (crente de carterinha), o relacionamento com Deus é baseado no serviço. A lógica é: quanto mais servir a Deus, mais Ele me amará. E para tanto, basta ir a todos cultos, programações, novenas, procissões proféticas, e Deus então, recompensará o santo esforço. Acontece que se a fé manifestar-se apenas no serviço eclesiástico, cedo ou tarde, tornar-se-a um enfadonho e cansativo ciclo. E mais: é pura jactância achar que podemos comprar o amor gratuito de Deus através de nossos esforços.

2. Nunca transgredi um mandamento seu... Aquele que serve com o intuito de ganhar a Deus, certamente desenvolverá um elevado conceito de si mesmo. O filho mais velho, tinha a certeza de que nunca tinha transgredido um mandamento do Pai. É flagrante a auto-justificação. E quem envereda por esta caminho, torna-se um religioso fundamentalista e moralista implacável. A partir de sua suposta santidade, ele julga como "pródigo" todo aquele que não esta em seu nível de santidade. Quando o filho pródigo voltou, ele foi o primeiro a questionar a falta de uma correção firme do Pai, e se afastou deles. Por incrível que pareça, o filho mais velho achava que tanto o pródigo quanto o Pai estavam sujos e contaminados pelo pecado.

3. Contudo, nunca me deste um cabrito para eu me regozijar com meus amigos... Definitivamente, o personagem secundário da parábola de Jesus, não conhecia o Pai. Morava na mesma casa, mas em uma dimensão diferente. O filho mais velho tinha a ideia fixa de que servir ao Pai era seguir uma lista estóica de "não podes". Era impensável festejar enquanto o Pai estive vivo. Quanto o filho prostituto voltou com festividades, ele entrou em choque. Como assim? Festa, bebida, comida? Como assim, Jesus era bebedor de vinho? Como assim, ele é crente e toma um golinho de vinho, assiste novela, ouve música secular, vai ao estádio, cinema e teatro? Pior, faz tudo isto e o Pai não diz nada? E eu aqui, todo certinho, crentinho, santinho... A Graça é um escândalo!

A parábola não revela, mas o filho mais velho pode ter tomado duas atitudes. A primeira é: vou me aproximar de meu Pai, e conhecê-lo verdadeiramente, não segundo a caracterização farisaica introjetada pela religião. Hoje mesmo chamarei o meu irmão e meu Pai para celebrarmos a vida. A segunda: vou me distanciar deste libertinos, e deste Pai frouxo, que aceita os caídos e doentes, sem uma correção exemplar. Eu tomei a minha decisão, e você?



Soli Deo Gloria

QUANDO À IGREJA NÃO É "IGREJA"...

Igreja tem que ser coisa de gente de Deus, de gente livre, de gente sem medo, de gente que anda e vive, que deixa viver..., que crê sempre no amor de Deus...; e, sobretudo, é algo para gente que confia..., que entrega..., que não deseja controlar nada...; e que sabe que não sabe, mas que sabe que Deus sabe...

Somente gente com esse espírito pode ser parte sadia de uma igreja local, por exemplo...

Entretanto, para que as pessoas sejam assim seus pastores precisam ser assim...

Se o pastor é assim..., tudo ficará assim...

Ou, então, o tal pastor não emprestará a sua vida para o que não seja vida, e, assim, bem-aventuradamente deixará tal lugar de prisão disfarçada de amor fraterno...

Em igreja há problemas... É claro... Afinal, tem gente...

Mas nenhum problema humano tem que ser um escândalo para a verdadeira igreja de gente boa de Deus.

Numa igreja de Deus ninguém tem que ser humilhado..., adúlteros não tem que ser “apresentados” ao público..., ladrões são ajudados a não mais roubarem..., corruptos são tratados como Jesus tratou a Zaqueu..., e hipócritas são igualmente tratados como Jesus tratou aos hipócritas...; ou seja: com silencio que passa..., mas, ao mesmo tempo, não abre espaço...

Na igreja de gente boa de Deus fica quem quer e até quando deseje... E quem não estiver contente não precisa ser taxado de rebelde e nem de insubordinado... Ele é livre para discordar e sair... Sair em paz. Sem maldições e sem ameaças; aliás, pode sair sem assunto mesmo...

Na verdadeira igreja não há auditores, há amigos.

Nela também toda angustia humana é tratada em sigilo e paz.

Igreja é um problema?...

Sinceramente não acho...

Pelo menos quando a igreja é assim, de gente, para gente, liderada por gente, com o propósito de fazer de toda gente um humano maduro — então, creia: não há problemas nunca, pois, os problemas em tal caso nada mais são do que situações normais da vida, como gripe, febre ou qualquer outra coisa, que só não dá em poste de ferro...

Tudo o que aqui digo decorre de minha experiência...

Não é teoria...

Pode ser assim em todo lugar...

Mas depende de quem seja o pastor...

E mais: se o povo já estiver viciado demais nem sempre tem jeito...

Entretanto, se alguém decide começar algo do zero, então, saiba: caso você seja gente boa de Deus, e que trate todos como gostaria de ser tratado..., não haverá nada que não seja normal, pois, até as maiores anormalidades são normais quando a mente do Evangelho em nós descomplicou a vida.

Pense nisso!...

O SEMPRE E O DE VEZ EM QUANDO




Ed René Kivitz


Outro dia alguém pinçou uma de minhas afirmações para afirmar que eu não acredito em milagres. A afirmação que fiz foi que Deus deseja fazer algo em nós, e não necessariamente por nós. De fato, representa muito do meu pensamento: a principal obra de Deus no humano é a conformação do humano à imagem de seu Filho Jesus, que Paulo, apóstolo, chama de “primogênito entre muitos irmãos”. Mais do que fazer coisas boas para o ser humano, Deus está comprometido em transformar o ser humano, ainda que isso custe deixar ou permitir que coisas ruins aconteçam a este ser humano em processo de transformação. Deus não atua no ramo de “conforto para os fiéis”. Deus atua no ramo de transformação do humano à imagem de Jesus Cristo.

Daí a extrapolar que eu não acredito em milagres é um pulinho. Confundir a ênfase da minha teologia – “Deus faz em nós, e não necessariamente por nós”, com “Deus nunca faz nada por nós”, é até compreensível.

Na verdade, o que pretendo dizer é melhor compreendido quando se dá atenção ao “não necessariamente”: Deus deseja fazer algo em nós, e não necessariamente por nós. Sublinhe o “não necessariamente”. Isso significa que Deus pode fazer e pode não fazer, e que o fazer ou deixar de fazer é imponderável, afetado por muitas variáveis que extrapolam o nosso controle e nosso entendimento. O que acredito, portanto, é que Deus sempre deseja fazer algo em nós, mesmo quando não faz algo por nós. Deus está sempre agindo para nossa transformação, mesmo quando não atua em nossas circunstâncias.

Por esta razão, minha conclusão é óbvia e simples: não devemos pautar nosso relacionamento com Deus na expectativa de que Ele faça algo por nós, mas na certeza de que Ele deseja fazer algo em nós. Quando Ele faz algo por nós, amém, quando não faz, amém também. O que não podemos permitir é que a expectativa de que Ele faça algo por nós nos deixe cegos ou imobilizados para o que Ele quer fazer em nós.

A maioria dos cristãos baseia seu relacionamento com Deus na dimensão “por nós”: o Deus de milagres, o Deus de poder. Alguns poucos baseiam seu relacionamento com Deus no “em nós”: o Deus de amor que nos constrange a viver para Ele e não para nós mesmos, onde viver para Ele implica sempre morrer para si mesmo, tomar a cruz e meter o pé na estrada. O milagre é problema (ou solução) de Deus. A fidelidade é problema meu. Atuar em minhas circunstâncias é o imponderável do mistério de Deus. Atuar em mim é o essencial do propósito de Deus. Você escolhe a base de sua relação com Deus: aquilo que pode acontecer ou não – o milagre, ou aquilo que certamente acontece – a transformação.

Seria o cristianismo, subversivo?




O cristianismo foi criado por Deus para ser apenas uma religião que traga conforto ao homem, fazendo dele apenas um participante manipulável por pregações ufanistas, vitoriosas e sem fundamentos morais e espirituais, onde não precisamos exercitar a fé, ou mesmo que a tenhamos, mas de maneira utópica e infantil conduzimos nossa vida de forma interesseira e centrada em nós mesmos;

Ou seria o cristianismo, em essência, algo que confronta as motivações humanas e das organizações, mostrando o quão podre nós somos, sem a participação em nossas vidas de maneira coletiva e única da Trindade, onde, por momentos de questionamentos e crises, sermos transformados para questionar outros homens e a própria sociedade, sobre seus valores?

Será que se agirmos assim, seremos realmente populares e bem aceitos?

Sou subversivo mesmo, e daí?


Alan Brizotti

Sempre questionei. Nasci com o instinto furioso da discordância. Nunca nutri qualquer simpatia para com as ditaduras, não interessa qual configuração. Toda ditadura, todo absolutismo me provoca. Detesto imposições. Amo a proposta, a dúvida, a crítica, o pensar. Sou um amante da liberdade!


Sempre detestei a injustiça, seja ela qual for. Não suporto sistemas e esquemas totalitários, gente metida a Deus, "riquinhos" e sua esnobe mania de ostentar empáfias e futilidades. Sempre fui pobre, filho da periferia, coberto pela poeira da vida, marcado pela falta de padrinhos, nunca tive "as costas quentes". Condenado à sobrevivência, fui fazendo das palavras minha arma de grosso calibre. Ainda são poucos os que me leem, mas ainda acredito...


Sempre amei a poesia, a filosofia, a teologia e a arte, ainda que todas estejam unidas na mesma subversão! Amo tudo que é, que não afirma sua existência no que tem, mas no que sabe ser. Amo gente que já viveu mais do que eu, que carrega nos cabelos a neve do tempo. Adoro seus conselhos e até aquela dose de desilusão que acompanha os que já se gastaram na luta.


Estudei em escola pública, andei de ônibus - muito - na guerra urbana entre sair de casa e não saber se volta. Cheguei ao ministério sem ter pai pastor, sem ser indicado pelos figurões da teologia de "tio Patinhas". Pregando mensagens perigosas desafiei alguns pequenos impérios. Ainda estou aqui. Tentando, acreditando, utopicamente sonhando...


Quero a companhia dos poetas e dos profetas. De gente que se contorce com as mesmas dores que atingem os oprimidos. Quero acreditar que um dia, da massa que não pensa, surgirão pequenos gritos. Quero escrever, ainda que no rodapé das páginas da história, frases que acordem o exército dos subversivos.


Que não me venham apregoar a morte das tentativas! Sou subversivo, morro acreditando!

O regresso dos decepcionados com o liberalismo e com a teologia da prosperidade?






Valmir Nascimento




Há poucos dias tivemos um rápido bate-papo com um amigo pastor missionário nos Estados Unidos. Entre os vários assuntos debatidos eles nos disse algo interessante. Segundo ele, nos Estados Unidos tem-se percebido o regresso de muitos cristãos de igrejas liberais (ou que pregam a teologia da prosperidade) de volta às igrejas conservadoras. O motivo seria o cansaço de tais pessoas para com as promessas nunca cumpridas da (des)teologia da (im)prosperidade e a pregação contínua de uma mensagem materialista. Na sua visão, tais pessoas haviam caído em si e estavam voltando para o local de onde haviam saído, frustrados no que diz respeito ao propósito inicial. Enfim, a geração de decepcionados [1] estaria dando meia-volta.

Não sei se isso realmente tem ocorrido em larga escala nos Estados Unidos ou se se trata somente de alguns poucos casos isolados. Ocorre que esse assunto me veio à mente novamente ao ouvir o Reverendo Augustus Nicodemus na sua preleção na 9ª Edição da Conferência Fiel para Pastores e Líderes em Portugal.

Conforme Nicodemus, muitos evangélicos estariam retornando para a Igreja Católica exatamente por não encontrarem em algumas evangélicas uma certa firmeza em assuntos como eutanásia, aborto e homossexualismo. Eis as suas palavras: “(…) hoje em dia, a quantidade de evangélicos que estão voltando para a Igreja Católica é muito grande; e a razão pela qual a Igreja Católica representa uma apelo aos protestantes que estão insatisfeitos com o relativismo que tem predominado dentro do mundo protestante, é exatamente essa aparente firmeza da Igreja Católica nas questões sócio/ético/político, com posições firmes em assuntos como aborto, eutanásia, homossexualismo, ordenação de mulheres etc“. Ele diz ainda que a culpa em grande parte era das igrejas evangélicas que haviam adotado o discurso relativista pós-moderno.

Afirmo, novamente, não saber se tais relatos são tendências ou casos isolados. Aparentemente, trata-se da segunda opção.

De toda e qualquer forma, espero sinceramente que o ponto de vista do missionário nos Estados Unidos seja uma tendência, e que os crentes estejam a perceber o embuste contido no evangelho dos lucros, voltando assim para o evangelho bíblico; a evidenciar que tal (des)teologia não passa(va) de uma onda e que agora descamba para o seu falecimento. Reconheço: isso parece um sonho. Uma grande utopia.

Por outro lado, em relação ao apontamento do ilustre Augustus Nicodemus, espero que a busca pela firmeza doutrinária e pelos valores morais seja também uma verdade, entretanto, que o destino seja outro, e não aquele mencionado por ele. Antes, gostaria que encontrassem igrejas evangélicas comprometidas com a Palavra que não se curvam ante as demandas do nosso tempo.

Utopia novamente?

[1] Expressão usada pelo pastor Paulo Romeiro em relação ao crentes frustrados com a teologia da prosperidade

POEMA - Quem é o meu próximo?



Olha o homem no chão,
Roubado, meio morto
Quem terá compaixão,
Será amparo e porto?


Lá vem o sacerdote
Pelo mesmo caminho,
É certo que devote
Cuidados e carinho.


Mas ele passa ao largo
Prossegue para igreja
E lá cumpre seu cargo
E diz: “Louvado seja!”


Olha o homem no chão,
Roubado, meio morto
Quem terá compaixão,
Será amparo e porto?


Decerto o levita
Que desce e o vê também
Mas prossegue e o evita
Nem o fita. “Amém!”


Mas o samaritano
Que vinha de viagem
Tido por desumano
Levou-o à estalagem


Não pensa em perda e dano
E dá do seu dinheiro
E resume seu plano:
“O custo pago inteiro”


E ensina: “O meu próximo
Quem é? É todo aquele
De quem me aproximo.”
Pois o amor lhe impele

Diálogo interreligioso. O que eu tenho com isso?


Em se tratando de teologia, eu me sinto como o Belchior, célebre compositor cearense em um de seus clássicos, “Apenas um Rapaz Latino-Americano”:
Por favor, não saque a arma no saloon:
Eu sou apenas o cantor!

Ocorre que eu vivo num mundo interconectado, integrado, multiplural. E, acima de tudo, como ser humano, sou livre para expressar meus pensamentos e sentimentos relacionados à vida, a Deus e ao próximo. E a partir disso, concluo: a hegemonia política do cristianismo é passado.

A força de sua mensagem, pra mim, permanece intocável. Amor sem medida, misericórdia, compaixão, generosidade, fome e sede de justiça. Em se tratando de instituição religiosa, no entanto, há muito os representantes oficiais da fé cristã têm perdido credibilidade e relevância. E nós muitas vezes confundimos Cristo com cristianismo, o que se trata de um pecado quase imperdoável.

Thomas Merton (1915-1968), sobre quem escrevi em meu livro "Somos Um", foi um monge católico que bebeu na fonte da mística cristã em São João da Cruz, e que no fim da vida promoveu o diálogo interreligioso com monges tibetanos, não para renegar sua fé, mas entendendo que sua herança cristã de dois milênios e que ele não tinha a pretensão de conhecer por completo no tempo de uma única existência, poderia beneficiar-se do diálogo com outra herança igualmente rica, uma vez que Deus não é cristão, kardecista, muçulmano, adepto das religiões afro, hindu, e a grandeza de seu mistério é simplesmente insondável.

Eu tenho a nítida sensação e a firme convicção de que o futuro da fé e a força da mensagem cristã passam por uma atitude de abertura ao diferente, uma postura de abnegação e de serviço ao outro, seja este quem for.

Ainda sonho com um mundo melhor. E um mundo melhor significa diálogo.

Mas se depois de cantar
Você ainda quiser me atirar
Mate-me logo
À tarde, às três
Que à noite eu
Tenho um compromisso
E não posso faltar...

A Parábola do Filho Pródigo pela lente da MPB







A parábola do Filho Pródigo talvez seja uma das mais conhecidas histórias que Jesus contou. Hoje a veremos de uma forma um pouco diferente...


A vida pode parecer com uma estação de trem... muitos chegam, muitos vão... os que chegam trazem consigo as cores, alegres ou tristes, dos lugares por onde passaram. Os que vão, partem na esperança de conquistar algo, até mesmo a tão procurada felicidade...
Assim é a vida... até o dia em que, quem parte, leva um pedaço de nós...


Mande notícias
Do mundo de lá
Diz quem fica
Me dê um abraço
Venha me apertar
Tô chegando...

SALVOS DA FALSA ESPERANÇA



A situação já não é nada. É pura perda de tempo. Não há por que lutar. Não há por que aguardar o melhor de onde só procede o que é pior.

O bom combate já não há para quem luta as causas dos homens que só pensam em si e no poder que possam guardar em suas próprias mãos. Quem os seguir seguirá o nada, e quem lhes der ouvidos sentirá saudades da sabedoria até de um macaco.

Acabou!

O que dizer se a Boa Nova se tornou em ameaça? Que fazer se o amor virou apenas um leviano “eu te amo em nome de Jesus”? Que fazer se a libertação foi mudada em escravidão? Que fazer se o Espírito da Unidade e da Diversidade é agora invocado como espírito de Babel e de confusão?

Que fazer se até uma Arca da Aliança Artificial hoje passeia em corredores de gente aflita, conduzida por 318 homens que não cuidam de mais nada do que no fabrico de novos ídolos?

Que fazer se o Bom Nome que sobre nós foi invocado é o “nome” que hoje é apenas usado para autenticar feitiçarias e bruxarias?

Que fazer se o Evangelho da Vida virou apenas uma narrativa de doces e sedutoras historinhas de amor, enquanto o que prevaleceu foi a Lei das Tábuas de Pedra?

Que fazer quando “os do evangelho” são apenas uns fariseus sem sensibilidade? Sim, que fazer quando o Evangelho já não é o modo de ser no Caminho, posto que o Evangelho foi preso dentro de quatro livros mágicos?

Que fazer quando o nome Jesus se tornou algo como o nome de qualquer outro fundador de religião?

Que fazer quando a “serpente erguida no deserto” para a salvação de todo aquele que cresse se tornou em ídolo e superstição?

Que fazer quando o sal virou monturo, e a luz de dentro foi trocada por refletores que só iluminam palcos?

Que fazer quando o amor solidário deu lugar aos programas sociais que disfarçam apenas programas de poder político?

Sim, que fazer quando o que seria e é vida para o mundo se torna apenas em doença e arrogância?

“Que pensais? Que foi a mim que me ofereceste culto no deserto durante quarenta anos? Não! Não foi a mim, mas sim aos demônios” — diz o Senhor.

Se alguém tiver dúvidas, então, fique e veja. Quem já creu, então, ache seu lugar de refúgio.

Ai daqueles que dizem ao mundo que Jesus se parece com o diabo!

Ai daqueles que chamam de “Deus” o demônio da prosperidade e dizem “Jesus” enquanto descrevem o diabo!

Os tronos erguidos pelos impostores de “Deus” será destruído, e grande será a ruína; pois o Senhor Deus é fogo e espada, e Seu zelo é pelo Seu nome; e Ele próprio cuidará de Sua Palavra, para que não seja frustrada pela ganância dos homens.

Há um dilúvio de Deus a ser derramado. Ele mesmo chama os seus para a Arca de Sua Graça. Sim, Ele está falando, e se revela em sonho, em visão e em fortes dores no peito de milhões; e felizes serão os que lhe ouvirem a Voz.

Todos os que são de Jesus ficarão profundamente perturbados, e, assim, ninguém haverá que lhes controle o zelo da Graça que os salvou e salva todas as manhãs.

Levantem-se todos os nauseados e digam: “Fomos salvos no Rio da Vida; afastem de nós as torrentes do vômito!”

Há quem diga: “Estamos morrendo neste deserto!” A esses Deus diz: “Não é neste deserto que morrereis de sede, pois, eu mesmo, com meu braço, abrirei fontes de vida, as quais começarão a rebentar em todos os lugares áridos. Nesse dia sabereis distinguir as fontes da vida dos poços das águas artificiais”.

Quem crer verá! Mas até aquele que não crê já começa a tremer!

Não quero ser Apóstolo!!



Os pastores possuem um fino senso de humor. Muitas vezes, reúnem-se e contam casos folclóricos, descrevem tipos pitorescos e narram suas próprias gafes. Riem de si mesmos e procuram extravasar na gargalhada as tensões que pesam sobre os seus ombros. Ultimamente, fazem-se piadas dos títulos que os líderes estão conferindo a si próprios. É que está havendo uma certa, digamos, volúpia em pastores se promoverem a bispos e apóstolos. Numa reunião, diz a anedota, um perguntou ao outro: “Você já é apóstolo?” O outro teria respondido: “Não, e nem quero. Meu desejo agora é ser semi-deus”. Apóstolo agora está virando arroz de festa e meu ministério é tão especial que somente este título cabe a mim”. Um outro chiste que corre entre os pastores é que se no livro do Apocalipse o anjo da igreja é um pastor, logo, aquele que desenvolve um ministério apostólico seria um “arcanjo”.


Já decidi! Não quero ser apóstolo! O pouco que conheço sobre mim mesmo faz-me admitir, sem falsa humildade, que não eu teria condições espirituais de ser um deles. Além disso, não quero que minha ambição por sucesso ou prestígio, que é pecado, se transforme em choça.


Admito que os apóstolos constam entre os cinco ministérios locais descritos pelo apóstolo Paulo em Efésios 4.11. Não há como negar que os apóstolos foram estabelecidos por Deus em primeiro lugar, antes dos profetas, mestres, operadores de milagres, dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas. Mas, resigno-me contente à minha simples posição de pastor. Já que nem todos são apóstolos, nem todos profetas, nem todos mestres ou operadores de milagres, como consta na epístola aos Coríntios 12.29, parece não haver demérito em ser um mero obreiro.


Meus parcos conhecimentos do grego não me permitem grandes aventuras léxicas. Mas qualquer dicionário teológico serve para ajudar a entender o sentido neotestamentário do verbete “apóstolo” ou “apostolado”. Usemos a Enciclopédia Histórico-Teológico da Igreja Cristã, das Edições Vida Nova: “O uso bíblico do termo “apóstolo” é quase inteiramente limitado ao NT, onde ocorre setenta e nove vezes; dez vezes nos evangelhos, vinte e oito em Atos, trinta e oito nas epístolas e três no Apocalipse. Nossa palavra em Português, é uma transliteração da palavra grega apostolos, que é derivada de apostellein, enviar. Embora várias palavras com o significado de enviar sejam usadas no NT, expressando idéias como despachar, soltar, ou mandar embora, apostellein enfatiza os elementos da comissão – a autoridade de quem envia e a responsabilidade diante deste. Portanto, a rigor, um apóstolo é alguém enviado numa missão específica, na qual age com plena autoridade em favor de quem o enviou, e que presta contas a este”.



Jesus foi chamado de apóstolo em Hebreus 3.1. Ele falava os oráculos de Deus. Os doze discípulos mais próximos de Jesus, também receberam esse título. O número de apóstolos parecia fixo, porque fazia um paralelismo com as doze tribos de Israel. Jesus se referia a apenas doze tronos na era vindoura (Mateus 19.28; cf Ap 21.14). Depois da queda de Judas, e para que se cumprisse uma profecia, ao que parece, a igreja sentiu-se obrigada, no primeiro capítulo de Atos, a preencher esse número. Mas na história da igreja, não se tem conhecimento de esforços para selecionar novos apóstolos para suceder àqueles que morreram (Atos12.2). As exigências para que alguém se qualificasse ao apostolado, com o passar do tempo, não podiam mais se cumprir: “É necessário, pois, que, dos homens que nos acompanharam todo o tempo que o Senhor Jesus andou entre nós, começando no batismo de João, até ao dia em que dentre nós foi levado às alturas, um destes se torne testemunha conosco da sua ressurreição” (Atos 2.21-22).


Portanto, alguns dos melhores exegetas do Novo Testamento concordam que as listas ministeriais de I Coríntios 12 e Efésios 4 referem-se exclusivamente aos primeiros e não a novos apóstolo.


Há, entretanto, a peculiaridade do apostolado de Paulo. Uma exceção que confirma a regra. Na defesa de seu apostolado em I Coríntios 15.9, ele afirmou que foi testemunha da ressurreição (vira o Senhor na estrada de Damasco), mas reconhecia que era um abortivo (nascido fora de tempo). “Porque sou o menor dos apóstolos, que mesmo não sou digno de ser chamado apóstolo, pois persegui a igreja de Deus” (15.10). O testemunho de mais de dois mil anos de história é que os apóstolos foram somente aqueles doze homens que andaram com Jesus e foram comissionados por ele para serem as colunas da igreja, comunidade espiritual de Deus.



O que preocupa nos apóstolos pós-modernos é ainda mais grave. Tem a ver com a nossa natureza que cobiça o poder, que se encanta com títulos e que fez do sucesso uma filosofia ministerial. Há uma corrida frenética acontecendo nas igrejas de quem é o maior, quem está na vanguarda da revelação do Espírito Santo e quem ostenta a unção mais eficaz. Tanto que os que se afoitam ao título de apóstolo são os líderes de ministérios de grande visibilidade e que conseguem mobilizar enormes multidões. Possuem um perfil carismático, sabem lidar com massas e, infelizmente, são ricos.



Não quero ser um apóstolo porque não desejo a vanguarda da revelação. Desejo ser fiel ao leito principal do cristianismo histórico. Não quero uma nova revelação que tenha sido desapercebida de Paulo, Pedro, Tiago ou Judas. Não quero ser apóstolo porque não quero me distanciar dos pastores simples, dos missionários sem glamour, das mulheres que oram nos círculos de oração e dos santos homens que me precederam e que não conheceram as tentações dos mega eventos, do culto espetáculo e da vã-glória da fama. Não quero ser apóstolo, porque não acho que precisemos de títulos para fazer a obra de Deus, especialmente quando eles nos conferem estatus. Aliás, estou disposto, inclusive a abrir mão de ser chamado, pastor, se isso representar uma graduação e não uma vocação ao serviço.



Não desdenho as pessoas, sinto apenas um enorme pesar em perceber que a ambiência evangélica conspira para que homens de Deus sintam-se tão atraídos a ostentação de títulos, cargos e posições. Embriagados com a exuberância de suas próprias palavras, crentes que são especiais, aceitam os aplausos que vêm dos homens e se esquecem que não foi esse o espírito que norteou o ministério de Jesus de Nazaré.



Ele nos ensinou a não cobiçar títulos e a não aceitar as lisonjas humanas. Quando um jovem rico o saudou com um “Bom Mestre”, rejeitou a interpelação: “Porque me chamas bom? Ninguém é bom senão um, que é Deus” (Mc 10.17-18). A mãe de Tiago e João pediu um lugar especial para os seus filhos. Jesus aproveitou o mal estar causado, para ensinar: “Sabeis que os governadores dos povos os dominam e que os maiorais exercem autoridade sobre eles. Não é assim entre vós; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva; e quem quiser ser o primeiro entre vós será vosso servo; tal como o Filho do Homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos” (Mateus 20.25-28).



Os pastores estão se esquecendo do principal. Não fomos chamados para termos ministérios bem sucedidos, mas para continuarmos o ministério de Jesus, amigo dos pecadores, compassivo com os pobres e identificado com as dores das viúvas e dos órfãos. Ser pastor não é acumular conquistas acadêmicas, não é conhecer políticos poderosos, não é ser um gerente de grandes empresas religiosas, não é pertencer aos altos graus das hierarquias religiosas. Pastorear é conhecer e vivenciar a intimidade de Deus com integridade. Pastorear é caminhar ao lado da família que acaba de enterrar um filho prematuramente e que precisa experimentar o consolo do Espírito Santo. Pastorear é ser fiel à todo o conselho de Deus; é ensinar ao povo a meditar na Palavra de Deus. Ser pastor é amar os perdidos com o mesmo amor com que Deus os ama.


Pastores, não queiram ser apóstolos, mas busquem o secreto da oração. Não ambicionem ter mega igrejas, busquem ser achados despenseiros fieis dos mistérios de Deus. Não se encantem com o brilho deste mundo, busquem ser apenas serviçais. Não alicercem seus ministérios sobre o ineditismo, busquem manejar bem a palavra da verdade; aquela mesma que Timóteo ouviu de Paulo e que deveria transmitir a homens fieis e idôneos que por sua vez instruiriam a outros. Pastores, não permitam que os seus cultos se transformem em shows. Não alimentem a natureza terrena e pecaminosa das pessoas, preguem a mensagem do Calvário.


Santo Agostinho afirmou: “O orgulho transformou anjos em demônios”. Se quisermos nos parecer com Jesus, sigamos o conselho de Paulo aos filipenses: “Tende o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz” (2.5-8).

Os enfermos são amados




Um texto bastante intrigante na Bíblia é o de Tiago 5:13-16.
Diz o seguinte, conforme a NVI

“Entre vocês há alguém que está sofrendo? Que ele ore. Há alguém que se sente feliz? Que ele cante louvores.

Entre vocês há alguém que está doente? Que ele mande chamar os presbíteros da igreja, para que estes orem sobre ele e o unjam com óleo, em nome do Senhor.

A oração feita com fé curará o doente; o Senhor o levantará. E se houver cometido pecados, ele será perdoado. Portanto, confessem os seus pecados uns aos outros e orem uns pelos outros para serem curados. A oração de um justo é poderosa e eficaz”.

A este texto normalmente se atribui a maneira como o crente é curado, porém como muitas vezes não se alcança o resultado, adota-se como uma possibilidade. Isto porque a palavra fé concede ao intérprete a possibilidade da oração não ter alcançado seu objetivo por falta da mesma. Como fé não é algo capaz de ser medido, fica o critério ao “Deus dará”, salvando a pele do que ora.

Como não acredito que os textos bíblicos devam ser lidos como receitas de sucesso, penso que devemos adequar o mesmo ao tempo em que foi escrito.

A medicina como conhecemos é recente, fruto da modernidade.

Antes estava estritamente ligada à religião, cheia de misticismos e muito interpretada pelo viés do divino. O desconhecido que ameaçava a vida só poderia ter sua origem numa causa divina do bem ou do mal. Por isso cada grupo religioso diante de um quadro de enfermidade chamava seus curandeiros para realizarem seus trabalhos. Prescrevia-se algum medicamento como chás, emplastos, banhos ou técnicas conhecidas e junto realizavam-se rituais religiosos, como orações, unções, sacrifícios etc...

O cristianismo tinha diante de si o desafio de desvincular-se da Lei, ou do judaísmo, cujo responsável pelas curas eram os sacerdotes. Jesus por diversas vezes foi indagado sobre a possibilidade de realizar curas sem ter sido investido da autoridade sacerdotal.

Um enfermo deveria se apresentar ao sacerdote para receber as instruções de como proceder com aquela enfermidade.

Assim, Tiago o líder da recente igreja, determina que os crentes não se vinculem mais ao sacerdócio judaico. Existe uma nova comunidade, com outros critérios. Uma comunidade que crê, mas age.


Antes somente o sacerdote podia ungir. Símbolo de autoridade e de saúde. Mas agora, na igreja também existem pessoas, que mesmo desprovidas de qualquer linhagem sacerdotal podem falar com Deus. Agora a comunidade é terapêutica, não se encontra no poder sacerdotal, mas na relação com Deus – pode-se livremente orar.

O óleo como ungüento servia para aliviar feridas, mas como unção era para declarar que uma pessoa estava investida de algo especial da parte de Deus.

Portanto, se a enfermidade não fosse purulenta, para quê o óleo?

Para que ficasse claro, que com Jesus não existem pessoas mais especiais do que outras diante de Deus. O desprezado é querido. Deus ama o enfermo. Enfermidade não é castigo.

Assim como um rei pode ser ungido para uma missão especial, qualquer pessoa, mesmo enferma ou doente terminal, também tem sobre si a benção de Deus. Ela não é lançada fora do arraial para sofrer seus dias em abandono.

Podemos ler o texto desconsiderando uma época em que não havia recursos na medicina, e tentar encaixar a figura do presbítero-curandeiro hoje. Ou podemos compreender que há a busca por um rompimento com o judaísmo e o estabelecimento de uma comunidade sem diferenças étnicas, raciais, culturais, sociais e de gênero. Todos são amados por Deus. Todos podem e devem agir em prol do outro.


Esta nova comunidade não deve medir esforços para que cada pessoa e principalmente os desprezados tenham certeza do amor.

Há alguém que está sofrendo? Que ele ore.

Entre vocês há alguém que está doente?

Cuidem dele. Amem-no. Que ele se veja perdoado, sem maldição, mas abençoado – ungido – por Deus. Porque este é o tipo de atitude poderosa e eficaz que deve ter justo
"Somente uma revolução sem forma e sem fôrma pode salvar o testemunho do Evangelho na Terra!

Sim, uma revolução solta como o vento, sumida como o sal na terra, simples como luzes que brilham porque são luzes; virulenta como o fermento que se imiscui na massa da humanidade, generosa como a grande árvore onde as aves dos céus encontram pouso; que pesque homens com a alegria e a calma com a qual os pescadores tiram os peixes do mar; que seja paciente como aqueles que sabem que não é seu papel separar o joio do trigo; e que seja também despojada de justiça própria, como os mendigos, cegos, coxos, mancos, maltrapilhos, tortos e fétidos da Parábola das Bodas, os quais apenas aceitaram a Graça do Convite, e, sem pudores, entraram na Festa de Deus, vestindo apenas ‘o traje’ que lhes foi dado para estarem na presença do Santo."


A Semente é mais que um lugar ou um clube de iluminados. Trata-se de um movimento de subversão do Reino de Deus na Terra. Por esta razão, "A Semente" é feito de gente chamada a assumir seu papel de sal que se dissolve e some para poder salgar; de fermento que se imiscui na massa e desaparece a fim de subverter; de pequena semente que se torna grande e generosa árvore que a todos acolhe; de Casa do Pai para os filhos Pródigos e também para os Irmãos Mais Velhos que se alegrarem com a Graça do perdão; e um ambiente espiritual no qual até o "administrador infiel" possa se consertar, e, assim, tentar fazer o melhor do que restou.

Na Semente todos são irmãos, e ninguém é juiz do outro. Assim, ajudam-se, mas não se esmagam uns aos outros, posto que no Caminho todos caem e levantam, todos se enfraquecem, mas não desanimam, todos são humanos, e, com humanidade são tratados, conforme o Dogma do Amor.

Desse modo, "os da Semente" andam no mundo, no chão da terra, em meio à sociedade humana; e isto sem fazer propaganda, mais vivendo
um evangelho puro e simples.

Fábrica de Loucos



Esta semana tomei conhecimento de um dado estatístico assustador: 70% dos pacientes internados em manicômios do Brasil são de origem evangélica.

Sinceramente, perdi o chão. Que a religião pode ser um fator que contribui para o desequilíbrio psíquico, ao mesmo tempo que pode constituir um espaço confortável para desequilibrados mentais, eu já sabia, o que não sabia era que a contribuição evangélica para este desastre fosse tão acentuada.

A razão para esse trágico dado passa pela teologia, pela liturgia, e principalmente pelo compromisso do resgate de um Cristianismo mais bíblico, emoldurado pela Verdade escrita e não pela “verdade” sensitiva.

Já não é de agora que denominações inteiras cultivam e estimulam um emocionalismo barato, sem o menor temor de rotular suas práticas ao “mover do Espírito Santo”. Com isso, transformam suas reuniões e grandes encontros num autêntico espetáculo do circo dos horrores, com gente caindo pra todo lado, tremendo, correndo, saltando e expressando sua insanidade em gargalhadas descontroladas, tudo isso sob a bandeira de um suposto “avivamento espiritual”.

O mais preocupante em todo esse processo é a falta de alguém lúcido e psicologicamente são, que seja capaz de sugerir um exame criterioso das Escrituras.

A espiritualidade cristã jamais será moldada por qualquer geração doente. A chancela do que é saudável e do que é doentio é dada pelo próprio Cristo, por Seu ensino e exemplo. A tentativa de desenvolver uma espiritualidade vinculada à cultura ou às tendência de qualquer desequilibrado que aparece, contando uma visão ou uma revelação, só contribui para aumentar o número dos que dão entrada em clínicas psiquiátricas em meio a verdadeiros surtos psicóticos. O pior de tudo isto é que ninguém fala absolutamente nada.

É bem provável que a causa deste silêncio seja o despreparo teológico da maioria e a construção de certos paradigmas podres. Um deles é relacionar o estudo teológico à falta de unção. Com todo respeito, não há estupidez maior do que esta. Na verdade, é a resistência ao texto que colocou o movimento evangélico no Brasil e no mundo sob suspeita.

Uma rápida leitura dos Evangelhos, deixará em qualquer leitor minimamente atento, a real impressão de que o ministério de Jesus foi reflexivo. Ele nunca tencionou provocar transes e catarses. Suas mensagens e ensinamentos tinham o objetivo de fazer sua audiência pensar. Logo, embarcando na boléia de Jesus, Sua espiritualidade tinha um caráter mais cognitivo do que sensitivo, por isso Ele foi chamado de Mestre.

Já estou antevendo os comentários que chegarão: “O intelectualismo é morte”; “a letra mata”; “a teologia não presta pra nada”… Mas, vou correr o risco e fazer uma colocação final.

Todo cristão precisa estar comprometido com Cristo e o seu ensino. Nenhuma manifestação que escape ao escrutínio bíblico e não faça parte das práticas pessoais de Cristo e dos apóstolos, merece ser considerada, sequer analisada como possivelmente legítima, sob o risco de se abraçar a loucura ao invés da fé. Pense nisto!

Sola Escriptura!

Graça

Ainda há pouco, ao reler o admirável Sermão do Monte, percebi como a graça esteve presente nos princípios expostos por Jesus. Mesmo reconhecendo que a graça foi exaustivamente estudada e definida pela teologia, é preciso redescobri-la nos lábios do Nazareno. Os favores imerecidos de Deus não podem ficar circunscritos às codificações teológicas. Naquele relvado, na encosta de um morro qualquer, Cristo falou de assuntos diversos, mas não se esqueceu de explicitar que Deus se relaciona com seus filhos diferente de todas as divindades conhecidas. Após séculos de argumentação sobre os significados da graça, os cristãos precisam despertar para ao fato de que ela é o chão da espiritualidade cristã.
Um neopaganismo levedou a fé de tal forma que muitos transformaram a oração em uma simples fórmula para canalizar e receber os favores divinos. Para obter resposta às petições, implora-se, pena-se, insiste-se, no aguardo de que Deus escute. Quando não se recebe, justifica-se assumindo culpas irreais, como falta de disciplina. Acha-se que é necessário continuar implorando para Deus se sensibilizar. Mede-se a espiritualidade pelo número de respostas aos seus pedidos e, quando malsucedidos, castiga-se por não merecer. A própria linguagem denuncia romeiros católicos e evangélicos, que lotam os espaços religiosos: é preciso “alcançar uma graça”.
Graça liberta do imperativo de dar certo. O Sermão da Montanha começa felicitando pobres em espírito, chorosos, mansos e perseguidos. Os triunfantes não podem se gloriar de serem mais privilegiados do que os malogrados. Graça revela um Deus teimosamente insistindo em permanecer do lado de quem não conseguiu triunfar; até porque a companhia de Deus não significa automática reversão das adversidades.
Graça permite o autoexame, a análise das motivações mais secretas da alma, sem medo. Na série de afirmações sobre ódio, adultério, divórcio e vingança, Cristo deixou claro que ninguém pode se vangloriar quando desce às profundezas do coração. No nível das intenções, todos são carentes. O olhar sutil indica adultério. O ódio despistado revela homicidas em potencial. A vingança disfarçada contamina as ações superficiais. Lá onde brotam as fontes das decisões, tudo é confuso; vícios e virtudes se confundem. Somente com a certeza de que não haverá rejeição é possível confrontar os intentos do coração para ser íntegro.
Graça convida a amar. Jesus afirmou que Deus “faz raiar o seu sol sobre maus e bons e derrama chuva sobre justos e injustos”. Para revelar sua bondade, Deus não precisou ser convencido a querer bem. Deus não faz acepção de pessoas; o seu amor não está condicionado a méritos. Quando as pessoas são inspiradas por gratidão, reconhecimento e admiração por tão grande amor, se sentem impulsionadas a imitá-lo. Deus surpreende por dispensar bondade sem contrapartida de virtude. Assim, na improbabilidade de os seres humanos se mostrarem graciosos, os discípulos devem almejar a única virtude que pode torná-los perfeitos como Deus -- o amor.
Graça é convicção de que o acesso a Deus não depende de competência. Quem acredita que será aceito pelo tom de voz piedoso ou pela insistência em repetir preces nega a paternidade divina. Antes de pedirmos qualquer coisa, Deus já estava voltado para nós. Os exercícios espirituais não precisam ser dominados como uma técnica, mas desenvolvidos como uma intimidade. O secreto do quarto fechado representa um convite à solitude, à tranquilidade que não acontece com sofreguidão.
Graça libera energia espiritual que pode ser dirigida ao próximo. Buscar o reino de Deus e sua justiça só é possível porque não é preciso preocupar-se com o que comer e vestir e por jamais ter de bater na porta do sagrado para conquistar benefícios particulares. Basta atentar para os lírios do campo e pardais para perceber que as ambições devem escapar à mesquinhez de passar a vida administrando o dia-a-dia.
Graça devolve leveza para que os filhos de Deus sintam-se à vontade em sua presença, como meninos na casa dos avós. Graça libera as pessoas para se tornarem amigas de Deus, em vez de vê-lo como um adestrador inclemente. Graça não permite delírios narcisistas. Nenhuma soberba se sustenta diante da percepção de que Deus aposta na humanidade e ainda se convida a cear entre amigos.
Graça distensiona o culto porque avisa: tudo o que precisava acontecer para reconciliar a humanidade com Deus foi concluído: “Consumatum est”. Portanto, enquanto a graça não for redescoberta de fato como a mais preciosa verdade da fé, as pessoas podem até afirmar que foram livres, mas continuarão presas à lógica religiosa das compensações. Devedores, jamais entenderão que o reino de Deus é alegria. A graça liquida com pendências legais. Não restam alegações a serem lançadas em rosto -- “Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus?”.
A religiosidade legalista insiste que é perigoso falar excessivamente sobre a graça. Anteparos seriam então necessários para proteger as pessoas da liberdade que a graça gera. Mas o amor que tudo crê, tudo espera e tudo suporta não aceita outro tipo de relacionamento senão abrindo espaço para que haja amadurecimento. Deus ama assim, e o Sermão da Montanha não deixa dúvidas de que todo discurso sobre o reino de Deus deve começar com graça.


Soli Deo Gloria

Os filhos da Religião Cristã que não tiverem Evangelho na alma [...], ficarão caídos, desesperançados e sem rumo na existência...

Os filhos do Evangelho, todavia, permanecerão firmes na esperança eterna; e, assim, passarão por tudo olhando para o alto, de onde vem a sua salvação!...

A coragem significa um forte desejo de viver, sob a forma de disposição para morrer. Gilbert Chesterton

Entendi.....


Entendi que para ter sol, não é preciso não ter nuvens...
Que para voar, não é preciso ter asas...
Que para sonhar, não é preciso dormir...
Que para querer, não há limites...

Entendi que para cantar, não precisa ser afinado...
Que para saber, nem sempre precisa perguntar...
Que para ter fé, não é preciso explicar...
Que para chorar, não é preciso doer...

Entendi que para dizer, não basta falar...
Que para sentir, basta um coração...
Que para beijar, pode ser com os olhos...
Que sorrir, pode começar de uma lágrima...

Entendi que, contra toda lógica, o tempo pode parar...
Que para sempre, pode ser dois segundos ou menos...
Que para agir, pensar pode travar...
Que para viver, não é preciso ter tempo...

Entendi que estar não é o mesmo que ser...
Que para conquistar, às vezes só depende da espera...
Que derrubar, pode ser construindo...
Que para chegar, correr pode atrapalhar...

Entendi que não preciso entender tudo...
Que para ser feliz, não preciso de bons motivos...
Que para fazer calar, não é preciso ter razão...
Que ter medo, pode ser com muita coragem...

Entendi que paradoxo tem outro lado ou não...
Que para ser maluco, não precisa ser da cabeça...
Que para ganhar, pode ser perdendo...
Que cobrar, pode ser a forma de perder tudo...

Entendi que perdoar todo dia é o mínimo para ser perdoado também...
Que para ser eu mesmo, preciso me colocar no lugar do outro...
Que para fazer um amigo, não é preciso ser um outro eu...
Que persistir, é o jeito de encontrar o caminho...

Entendi que a distância é um conceito nada matemático...
Que para se estar longe, pode ser de mãos dadas...
Que para ficar perto, só é preciso imaginar...
Que para amar, não precisa de mais nada...





“Qualquer ensinamento que não se enquadre nas Escrituras deve ser rejeitado, mesmo que faça chover milagres todos os dias” (Martinho Lutero)

A verdade das verdades

A verdade é descoberta, e não inventada. Ela existe independentemente do conhecimento que uma pessoa tenha dela (a lei da gravidade existia antes de Newton).

A verdade é transcultural. Se alguma coisa é verdadeira, então ela é verdadeira para todas as pessoas, em todos os lugares, em todas as épocas (2 + 2 = 4 para todo o mundo, em todo lugar, o tempo todo).

A verdade é imutável, embora as nossas crenças sobre a verdade possam mudar (quando começamos a acreditar que a Terra era redonda, em vez de plana, a verdade sobre a Terra não mudou; o que mudou foi nossa crença sobre a forma da Terra).

As crenças não podem mudar um fato, não importa com que seriedade elas sejam esposadas (alguém pode sinceramente acreditar que o mundo é plano, mas isso faz apenas a pessoa estar sinceramente errada).

A verdade não é afetada pela atitude de quem a professa (uma pessoa arrogante não torna falsa a verdade que ela professa. Uma pessoa humilde não faz o erro que ela professa transformar-se em verdade).

Todas as verdades são verdades absolutas. Até mesmo as verdades que parecem ser relativas são realmente absolutas (e.g., a afirmação “Eu, Frank Tutek, senti calor no dia 20 de novembro de 2003″ aparentemente é uma verdade relativa, mas é realmente absoluta para todo o mundo, em todos os lugares, que Frank Turek teve a sensação de calor naquele dia).

Em resumo, é possível haver crenças contrárias, mas verdades contrárias é uma coisa impossível de existir. Podemos acreditar que uma coisa é verdade, mas não podemos fazer tudo ser verdade.

(Trecho extraido do livro” Não Tenho Fé Suficiente Para Ser Ateu” de Norman Geisler e Frank Turek)
Ou Jesus era e é o Filho de Deus, ou então um louco ou coisa pior. Você poderia prendê-lo num manicômio, cuspir na cara dele ou matá-lo como a um demônio; ou então, poderia cair a seus pés e chamá-lo de Senhor e Deus.

Jesus é o pioneiro da vida. Ele arrombou uma porta que esteve fechada desde a morte do primeiro ser humano. Ele encarou o rei da morte, lutou com ele e o derrotou. Tudo é diferente pelo fato de ele ter feito isso. Esse é o início da nova criação – um novo capítulo na história cósmica foi aberto.

Com Jesus, nós vamos passar das águas geladas e escuras para as águas azuis e quentes, e finalmente para fora, em direção à luz do sol e ao ar puro.

Jesus não é apenas um homem bom que morreu há dois mil anos. Ele é um homem vivo, tão homem quanto você e ao mesmo tempo, tão Deus quanto era quando criou o mundo.

Meu bem real está em outro mundo e meu único e verdadeiro tesouro é Cristo.

(C. S. Lewis)

Um cristianismo assassino de Deus

Não tenho heróis. Heróis são artificiais, chatos, enfadonhos…

Não gosto de heróis. Eles são sempre perfeitos, tão certinhos, nunca falham e nunca perdem.

Os heróis são de outro planeta. Talvez por isso eles sejam tão diferentes das pessoas comuns, que tem fraquezas, falhas, que choram, e morrem.

O “cristianismo” está cheio de heróis. Salvadores de homens, curandeiros portentosos, perfeitos e absolutos, acima do bem e do mal, sócios do criador, redentores da pátria que os pariu!

Não, meu amigo, eu não vou te salvar! Não olhe para mim como quem olha para um deus, nem espere de mim mais do que eu posso te dar. Não sou teu herói.

Sou vilão! Vilão da minha própria história. Sou a dualidade dos versos do Lenine, e levo no peito “uma vontade bigorna e um desejo martelo”.

Sou um mendigo carente de indulgência, assim disse meu irmão Lutero. Um mendigo carente, dependente da graça, viciado em misericórdias que se renovam à cada manha, e com muita saudade do tempo em que éramos apenas humanos – meramente humanos! – pérfidos pecadores, conhecedores do pior que há em nós.

Saudade do tempo em que não éramos heróis…

Sim, eu tenho saudade daquele tempo. Do tempo em que éramos tão vis, que não hesitávamos em cair prostrados, rosto em terra, suplicando perdão a Deus por nossas faltas. Do tempo em que não usávamos racionalização para exorcizar nossos demônios, que nos arrependíamos mais do que justificávamos, saudade do tempo em que precisávamos de Deus.

Não, não foi Nietzsche que matou Deus. Fomos nós que o “matamos”! A nossa arma? A auto-suficiência.

Quem lê, entenda.

Um verdadeiro absurdo. Crianças sacrificadas a Satanás.


Brasil encontra-se chocado com o caso da procuradora aposentada Vera Lúcia Gomes, 66 anos que foi pega em flagrante espancando uma criança.

Uma voluntária do Conselho Tutelar que faz parte da denúncia apresentada pelo Ministério Público Estadual contra a procuradora, afirmou que a procuradora faz parte de uma "religião satânica" e teria adotado a criança que agrediu para sacrificá-la. Se a denúncia é verdadeira ou não, o que importa é que infelizmente ainda se sacrificam crianças em rituais satânicos. Em Uganda (país africano com cerca de cerca de 24 milhões de habitantes) os sacrificios são muito mais frequentes do que se imaginava e, segundo autoridades do país, estão aumentando. É o que revelou uma investigação da BBC.

Alguns jornalistas foram levados ao Altar secreto de um curandeiro, que revelou que há clientes que regularmente capturam crianças e trazem seu sangue e órgãos para serem oferecidos aos espíritos. Um ex-curandeiro, que hoje faz campanha para o fim dos sacrifícios, disse à BBC que matou 70 crianças, incluindo o próprio filho. De acordo com um curandeiro envolvido na prática, os clientes estão em busca de dinheiro. “Eles capturam filhos de outras pessoas e depois trazem sangue e órgãos direto para cá para oferecer aos espíritos”, disse à BBC.

O ex-curandeiro e hoje militante pelo fim dos sacrifícios humanos Polino Angela disse que conseguiu persuadir 2.500 pessoas a abandonar a prática desde que ele próprio deixou a atividade, em 1990. Entidades de proteção à criança vêm tentando chamar a atenção para casos recentes de sacrifícios rituais e pedem que novas leis sejam criadas para regulamentar as atividades dos curandeiros.

No Brasil, ainda que nenhuma religião afirme a prática hedionda de sacrificios infantis, vez por outra ,ouvimos relatos em que a polícia descobriu os corpos de crianças que foram oferecidas ao diabo em rituais satânicos.

Caro leitor, sem a menor sombra de dúvidas, atitudes como essas afrontam a Deus. Confesso que fico absolutamente chocado em saber que em pleno século XXI se continua sacrificando crianças.

Diante deste quadro macabro, resta-nos rogar ao Senhor que ponha fim a essas aberrações. Creio piamente que a Igreja de Cristo deve rogar ao Todo-Poderoso miserícórdia e perdão por atos tão aterradores. Além disso, é de fundamental importância que o ESTADO use de mão forte colocando na CADEIA pessoas que em nome de uma espiritualidade mórbida matam crianças.

Que Deus tenha misericórdia de cada um de nós.

Parafraseando ."Tolkien Estava Certo"



"Um Anel para a todos governar, Um Anel para encontrá-los,
Um Anel para a todos trazer, e na Escuridão aprisioná-los."
(J. R. R. Tolkien, O Senhor dos Anéis)


O inesquecível livro de J. R. R. Tolkien me assusta, cativa e surpreende em vários aspectos. Seja pelos personagens cativantes, a criatividade, a aventura ou por qualquer outro aspecto que envolve toda a obra. Um deles, porém, é terrivelmente perturbador: depois de tantos anos, o princípio da maldição do Um Anel é hoje mais real e palpável do que o próprio Tolkien poderia imaginar.


Alguns de nossos líderes, por exemplo, acreditam possuir o Anel do Poder e, sem notar, já foram dominados pelos poderes ocultos que ele pode trazer. Tornaram-se Gollums! Estão obcecados pelo poder e cegos ao ponto de não enxergarem o domínio que o Senhor do Escuro já exerce sobre suas mentes cauterizadas.


Nenhuma autoridade dá direito à quebrar as leis que regem o Reino de Deus. Nenhuma posição hierárquica, seja ela qual for, é passaporte para um nível elevado - onde se pode pisar os outros para atingir o topo. Nenhuma "unção" é maior que a Palavra de Deus. Nenhum homem (ou mulher) tem o direito de se tornar intocável, inacessível ou superior só porque alguém o apelidou de "ganhador de almas" - quem salva a alma é Cristo, CRIATURA ALGUMA é capaz de ganhar ou salvar alguém!


Hereges não devem ser queimados na fogueira, como diziam os monstros da inquisição. Pelo contrário, precisam reconhecer seus atos pecaminosos, ser ensinados no caminho da justiça e destruir o "Precioso" o mais depressa possível!


No entanto, estes "portadores do anel" jamais o largarão enquanto afagarmos suas cabeças e cultivarmos a ideia de que são intocáveis!


Apontar uma falsa doutrina não é julgar alguém, é julgar seus ensinamentos conforme a sã doutrina da Palavra de Deus, como faziam os Bereanos, ou como nos ordena a própria Bíblia Sagrada: "Não julgueis segundo a aparência, MAS JULGAI segundo a reta justiça." (João 7.24)


Me chamem de anarquista ou de maluco, mas já não acredito em governos, lideranças ou autoridades. Não enquanto o poder de um se dê em detrimento dos direitos do outro. Nenhuma pessoa nesta terra está livre da tentação de se corromper e desviar os olhos do alvo. Sejam religiosos ou políticos, militares ou representantes: ninguém (nem eu, nem você) está livre dos olhos de Sauron quando o Um Anel, o Anel do Poder, está por perto.


Agora só nos restam duas opções: ou nos livramos deste anel maldito, ou nos tornamos escravos dele.

Graça Barata X Graça Preciosa


por Ed René Kivitz


Nascido em Breslau, na Alemanha, em 4 de fevereiro de 1906, Dietrich Bonhoeffer foi teólogo, pastor luterano e um dos mentores e signatários da Declaração de Bremen, quando, em 1934, diversos pastores luteranos e reformados formaram a Bekennende Kirche (Igreja Confessante), rejeitando desafiadoramente o nazismo: "Jesus Cristo, e não homem algum ou o Estado, é o nosso único Salvador".


Seus últimos dois anos foram vividos na Prisão Preventiva do Exército em Tegel, até que, em 9 de abril de 1945, pouco tempo depois do suicídio de Adolf Hitler e apenas três semanas antes que as tropas aliadas libertassem o campo, foi enforcado em virtude de seu engajamento na resistência anti-nazista.


Em sua obra mais famosa, escrita no período de ascensão do nazismo, intitulada "Discipulado", Bonhoeffer desenvolve o conceito de "graça barata e graça preciosa", uma das mais belas páginas da teologia protestante. Eis um pequenino trecho:


"A graça barata é a graça que nós dispensamos a nós próprios. A graça barata é a pregação do perdão sem arrependimento, é o batismo sem a disciplina de uma congregação, é a Ceia do Senhor sem confissão dos pecados, é a absolvição sem confissão pessoal. A graça barata é a graça sem discipulado, a graça sem a cruz, a graça sem Jesus Cristo vivo, encarnado.


A graça preciosa é o tesouro oculto no campo, por amor do qual o homem sai e vende com alegria tudo quando tem; a pérola preciosa, a qual o comerciante se desfaz de todos os seus bens para adquiri-la; o governo régio de Cristo, por amor do qual o homem arranca o olho que o escandaliza; o chamado de Jesus Cristo, o qual, ao ouvi-lo, o discípulo larga as suas redes e o segue.


A graça preciosa é o evangelho que há que se procurar sempre de novo, o dom pelo qual se tem que orar, a porta à qual se tem que bater.


A graça é preciosa porque chama ao discipulado, e é graça por chamar ao discipulado de Jesus Cristo; é preciosa por custar a vida ao homem, e é graça por, assim, dar-lhe a vida; é preciosa por condenar o pecado, e é graça por justificar o pecador. Essa graça é sobretudo preciosa por tê-la sido para Deus, por ter custado a Deus a vida de seu Filho - "fostes comprados por preço" - e porque não pode ser barato para nós aquilo que para Deus custou caro. A graça é graça sobretudo por Deus não ter achado que seu Filho fosse preço demasiado caro a pagar pela nossa vida, antes o deu por nós. A graça preciosa é a encarnação de Deus.


A graça preciosa é a graça considerada santuário de Deus, que tem que ser preservado do mundo, não lançado aos cães; e é graça como palavra viva, a palavra de Deus que ele próprio pronuncia de acordo com seu beneplácito. Chega até nós como gracioso chamado ao discipulado de Jesus; vem como palavra de perdão ao espírito angustiado e ao coração esmagado. A graça é preciosa por obrigar o indivíduo a sujeitar-se ao jugo do discipulado de Jesus Cristo. As palavras de Jesus: ´O meu jugo é suave e o meu fardo é leve´ são expressão da graça ... A graça e o discipulado permanecem indissoluvelmente ligados".

Fonte: Irmaos.com

A simplicidade do evangelho


A proposta de Jesus era resgatar o real sentido das ordenanças divinas



Um único trecho da Bíblia, o capítulo 12 do evangelho segundo Mateus, traz pequenos relatos em que é exposta a simplicidade de Jesus desmascarando a arrogância dos mestres da lei e dos fariseus de seu tempo. As autoridades religiosas do contexto histórico em que o Filho de Deus viveu neste mundo censuravam-no constantemente. Incomodados porque seus seguidores colhiam e comiam espigas no dia considerado sagrado, os fariseus reclamaram: “Eis que os teus discípulos estão fazendo o que não é lícito no sábado” (Mateus 12.2). A estes, Jesus responde dizendo que a misericórdia era mais importante do que o sacrifício.

Mais adiante, os doutores continuaram procurando ocasião para acusá-lo como infrator da lei. Diante da cura de um enfermo em plena sinagoga, saíram-se com esta: “É lícito curar no sábado?” (vs. 10). Quando Jesus libertou um opresso das amarras dos demônios que o atormentavam, os escribas e fariseus blasfemaram: “Este não expulsa os demônios senão por Belzebu, príncipe dos demônios” (vs. 24). Por último, pediram ao Mestre que fizesse algum sinal (vs. 38). De forma indireta, Cristo responde que o principal sinal seria a sua própria ressurreição – mas advertiu que, mesmo assim, eles continuariam incrédulos.

Jesus foi muito perseguido pelos clérigos porque a sua mensagem os expunha. Os líderes judeus sobrecarregam o povo com obrigações inócuas, criando um sistema religioso que mantivesse seu poder e seus privilégios. O detalhe é que o Salvador não tinha dificuldades com a lei mosaica, pois foi o próprio Deus que a deu. O incômodo de Jesus era com os apetrechos e pesos que as autoridades religiosas vinham colocando sobre essa lei. Sua proposta era resgatar o real sentido das ordenanças divinas – e ele a expressou com uma proclamação antológica: “Vinde a mim vós que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei”. A religiosidade sobrecarrega, enquanto que a mensagem de Jesus alivia.

Dois mil anos se passaram, e quando analisamos o cristianismo que temos vivido, percebemos que também nós, à semelhança daqueles fariseus e doutores da lei, temos posto tantos apetrechos no Evangelho que a prática de nossa fé se torna pesada e confusa. A Igreja Evangélica de hoje vive às voltas com práticas doutrinárias e litúrgicas heterodoxas, colocando sobre os crentes um fardo de regras e obrigações difíceis de suportar. As organizações eclesiásticas do século 21 parecem envolvidas numa série de práticas que não a aproximam da verdadeira essência do Evangelho proposto pelo Salvador.

É necessário pensar no que de fato é a experiência do Reino de Deus e no que é simples ornamento. Podem ser ornamentos belos, úteis, justificáveis, funcionais e bem intencionados; práticas inteligentes, sofisticadas e com alto poder de alcance – no entanto, não é isso a essência da vida cristã. As estruturas eclesiásticas não são a Igreja. As coisas que construímos para facilitar a divulgação da fé não podem ser confundidas com o próprio Evangelho. Pastores vivem tentados a impressionar os ouvintes com o poder das suas palavras. Quando nos damos conta de que o teor estético das mensagens sobrepuja a espiritualidade, já estamos viciados em técnicas de oratória. É um efeito perverso, que se volta contra o próprio pregador. E o pior é que nem sempre a palavra profética cabe nos invólucros eclesiásticos.

Há a construção de uma dicotomia artificial nas nossas igrejas. Pensam alguns que espiritual é tudo que é apresentado numa roupagem exótica e excêntrica. Sob esta perspectiva, o que genuinamente vem de Deus é aquilo que é desconhecido e diferente. Em decorrência desse pensamento, práticas espirituais rotineiras como estudo da Bíblia, oração sistemática, serviço cristão e comunhão são vistos como traços da tradição que não provocam calor nem rubor. O templo, as organizações eclesiásticas, a liturgia, os programas e as atividades não são em si o Evangelho. É possível viver o Evangelho sem se envolver com essas estruturas eclesiásticas, assim como é possível estar totalmente envolvido com elas e não conhecer a Cristo.

Sofremos da epidemia que reduz Deus a coisas temporais da igreja ou na igreja. Acontece que quem vive para fazer um mecanismo funcionar com a força do próprio braço tende inexoravelmente à exaustão. Esgota-se quem carrega os apetrechos da fé. Talvez a confissão de pecado que tenhamos que fazer como Igreja cristã acentuadamente dogmática e institucionalizada seja por ter tirado Deus do centro e posto em seu lugar as coisas referentes a ele. O Espírito Santo pode agir dentro das estruturas que criamos, mas age também a despeito delas. Por isso, não é aconselhável que se baseie a vida em nome de um brasão eclesiástico ou denominacional, mas é coerente que aqueles que têm crido entreguem-se por completo ao Senhor, a fim de que o Evangelho floresça.

Fonte: [ Cristianismo Hoje ]
Tudo em Cristo me deixa perplexo. Seu espírito me intimida, e sua vontade me confunde. Entre ele e qualquer outra pessoa do mundo, não existe termo possível de comparação. Ele é verdadeiramente um ser por si mesmo [...] Procuro em vão na história encontrar o semelhante a Jesus Cristo, ou qualquer coisa que se possa aproximar do evangelho. Nem a história, nem a humanidade, nem os séculos, nem a natureza me oferecem qualquer coisa com a qual possa compará-lo ou explicá-lo. Aqui tudo é extraordinário.
Napoleão

Josué Cláudio Araújo. Tecnologia do Blogger.

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