POEMA - Quem é o meu próximo?



Olha o homem no chão,
Roubado, meio morto
Quem terá compaixão,
Será amparo e porto?


Lá vem o sacerdote
Pelo mesmo caminho,
É certo que devote
Cuidados e carinho.


Mas ele passa ao largo
Prossegue para igreja
E lá cumpre seu cargo
E diz: “Louvado seja!”


Olha o homem no chão,
Roubado, meio morto
Quem terá compaixão,
Será amparo e porto?


Decerto o levita
Que desce e o vê também
Mas prossegue e o evita
Nem o fita. “Amém!”


Mas o samaritano
Que vinha de viagem
Tido por desumano
Levou-o à estalagem


Não pensa em perda e dano
E dá do seu dinheiro
E resume seu plano:
“O custo pago inteiro”


E ensina: “O meu próximo
Quem é? É todo aquele
De quem me aproximo.”
Pois o amor lhe impele

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Tudo em Cristo me deixa perplexo. Seu espírito me intimida, e sua vontade me confunde. Entre ele e qualquer outra pessoa do mundo, não existe termo possível de comparação. Ele é verdadeiramente um ser por si mesmo [...] Procuro em vão na história encontrar o semelhante a Jesus Cristo, ou qualquer coisa que se possa aproximar do evangelho. Nem a história, nem a humanidade, nem os séculos, nem a natureza me oferecem qualquer coisa com a qual possa compará-lo ou explicá-lo. Aqui tudo é extraordinário.
Napoleão

Josué Cláudio Araújo. Tecnologia do Blogger.
 

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