Na psicologia, dentre todo o estudo do comportamento humano, há também as curiosas compulsões comportamentais. Atos obsessivos que vão desde uma pessoa altamente consumista até um outro perturbado por sexo. Razões estas, entre outras, incidem drasticamente sobre a personalidade do indivíduo e no seu meio social. Hoje, o transtorno compulsivo é tratado como uma das principais doenças psicológicas no mundo.
Contudo, refletindo sobre isso, pensei comigo que engraçado seria uma compulsão por conhecimento. Porventura, seria esta, ironicamente, uma “doença” benigna. Afinal, quem dera se todos tivessem sede por conhecer e entender as coisas. E não somente aceitar e balançar a cabeça, feito o filho da jumenta que carrega Jesus nas costas mas não o vê (João 12.15).
Repetir, meramente aceitar, e sobretudo, sem entender as palavras que o pastor ou pregador disse, não é nenhuma novidade no meio da igreja, no meio do povo de Deus. Nos tempos de Jesus, a situação era pior. A maioria das pessoas na Palestina eram analfabetas e mal tinham acesso às escrituras. E de fato, se deixavam levar por toda doutrina ensinada ora pelos sacerdotes, ou ora pelos mestres fariseus. E como diz o ditado “a ocasião faz o ladrão”, a circunstância era propícia para pessoas mal-intencionadas tomarem vantagem em cima do povo.
A questão é que, hoje, a maior parte da população mundial é alfabetizada, inclusive o Brasil, que é um a país de maioria cristã e possui uma taxa de alfabetização de 89% (IBGE/2007). Contudo, mesmo assim a situação da Igreja não muda muito em relação com ao povo do início do século I. Vejo multidões dentro da Igreja se deixando levar por todo o vento de doutrina, e assim, por consequência, caindo nas redes de ideologias diabólicas de falsos profetas. E passam anos dentro de uma igreja, sem procurar aprofundar-se nas Escrituras e no conhecimento de Deus, às vezes abrindo a Bíblia só na igreja. Tornam-se, assim, presas manipuláveis por estes pregadores mal-intencionados.
O profeta Oséias mesmo disse: “O meu povo foi destruído porque lhe faltou o conhecimento” (Oséias 4.6). A Igreja hoje, mesmo estando incluída em uma civilização tecnologica e intelectualmente mais evoluida, com um vasto acesso a informações, não se difere muito ao seus antigos.
Sei que não é o termo mais adequado, mas “bem-aventurados” os que tem compulsão por conhecimento…
“Medita estas coisas; ocupa-te nelas, para que o teu aproveitamento seja manifesto a todos.” 1 Timóteo 4.15
Graça e paz,
Giovani Mariani









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