
Nosso Senhor veio trazer uma mudança radical ao modo antigo das coisas, substituindo-o por uma
nova ordem. Ele veio para trazer um novo pacto — um novo reino — um novo nascimento —
uma nova raça — uma nova espécie — uma nova cultura — e uma nova civilização.
Leia do princípio ao fim os Evangelhos, e veja seu Senhor, o Revolucionário. Veja como
espalha pânico entre os fariseus ridicularizando intencionalmente suas convenções. Numerosas
vezes Jesus curou no Sábado, frontalmente rompendo sua querida tradição. Se o Senhor pretendesse
aplacar a ira de seus inimigos, Ele bem que poderia esperar chegar o domingo ou a segunda-feira
para curar algumas daquelas pessoas. Mas não, Ele deliberadamente curou no sábado sabendo
perfeitamente que seus oponentes ficariam furiosos.
Este modo de agir tem um sentido profundo. Certa vez Jesus curou um cego misturando barro
com saliva e colocando-os nos olhos do homem. Tal fato foi um desafio direto à ordenança judaica
que proibia curar aos sábados misturando barro com saliva!3[3] Todavia seu Senhor,
intencionalmente, rompeu publicamente esta tradição e com a mais absoluta resolução. Veja como
ele come sem lavar as mãos sob o olhar crítico dos fariseus, nova e propositadamente desafiando
sua tradição fossilizada.
Em Jesus temos um Homem que recusava render-se diante das pressões da conformidade
religiosa. Um Homem que pregava uma revolução. Um Homem que não tolerava a hipocrisia. Um
Homem que não tinha medo de provocar aqueles que suprimiram o evangelho libertador que Ele
trouxera para libertar os homens. Um Homem que não se importava em despertar a cólera de seus
inimigos, levando-os a preparar-se para a luta.
Onde pretendo chegar? Nisso. Jesus veio não apenas como Messias, Ungido de Deus, para
libertar seu Povo das ataduras da queda.
Ele veio não apenas como Salvador, pagando uma dívida que não era dEle para quitar os
pecados da humanidade.
Ele veio não apenas como Profeta, consolando aflitos e afligindo acomodados.
Ele veio não apenas como Sacerdote, representando o homem perante Deus e representando
Deus perante o homem.
Ele veio não apenas como Rei triunfante sobre toda autoridade, principado e poder.
Ele também veio como Revolucionário, rompendo o velho odre com o intuito de introduzir o
novo.
Veja seu Senhor, o Revolucionário!
Para a maioria dos cristãos esta é uma nova visão de Jesus. Assim, expor o que vai mal na
moderna igreja para que o Corpo de Cristo possa cumprir a intenção última de Deus é uma simples
expressão da natureza revolucionária de nosso Senhor. A meta dominante dessa natureza é colocar
você e eu no centro do coração palpitante de Deus. Colocar você e eu no centro de seu propósito
eterno — um propósito pelo qual tudo foi criado.5[5]
O que se necessita, portanto, é uma revolução dentro da fé cristã. Movimentos de renovação não
farão isso. Revivamentos não atingirão isso. Ambos foram plenos nos últimos 50 anos. (Eu poderia
acrescentar que eles tomam uma nova forma a cada cinco anos). Movimentos de renovação e
revivamentos nunca foram suficientemente potentes para quebrar a imensa inércia da tradição
religiosa.
Movimentos de renovação e novas formas para a igreja são como mudar as roupas de um
manequim. Por mais que troquemos essa roupa nunca daremos vida a ele, não importa quão de
vanguarda ela seja. Não! É necessário meter fogo na raiz do problema e acender uma revolução!








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